E me pergunto: 
Serei vazio de amor como os ciprestes no seio da ventania?
Serei vazio de serenidade como as águas no seio do abismo ou como as parasitas no seio da mata serei vazio de humildade?
Ou serei o amor eu mesmo e a calma e a humildade eu mesmo no seio do infinito vazio?

Vinícius de Moraes, Solilóquio, em: Antologia Poética. Ed. Companhia de Bolso; p.65.

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