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| Filme: A paixão de Ana. Dir. Ingmar Bergman, 1969. |
"Aos vinte e poucos anos a Jenny já sabia que o amor é um parasita da indiferença, um vírus que se propaga à revelia das leis sociais e das práticas sexuais. A sua voz solar diz-me agora que ser amado é uma maçada contrária ao prazer complacente que se nomeia através do verbo amar. Toda a experiência do amor tem o gosto melancólico de uma simulação. Talvez o amor seja uma terceira entidade que se interpõe entre duas pessoas, suscitando-lhes desejos de aperfeiçoamento incompatíveis com a consumação que define a humanidade. Acabei por reconhecer que não é de mim nem do Álvaro que eu tenho pena; lastimo o exílio sobrenatural dessa terceira entidade, rodando no vazio de um firmamento demasiado alto."
PEDROSA, Inês. Nas tuas mãos. Impressão: Printer, Barcel, 1997, p.131.

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