"Nós éramos um do outro. Coincidimos e rejeitamos a coincidência, com a petulância típica dos pobres, confinados à prisão do seu sofrimento. Nós éramos um do outro e não o descobrimos, preferimos respeitar os protocolos da nossa era, dar prioridade à voz obrigatória do corpo. Nós éramos um do outro de outra maneira  _ de uma maneira escura, espessa, transcendente."

Inês Pedrosa, in: Fazes-me falta. Ed. Alfaguara. p. 35.

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