“Ela começou a chorar sobre o travesseiro, deitada de bruços, tremendo toda. Era apenas uma garota interiorana, mimada e confusa. Ali estava ela tremendo, chorando, sem fingimento nenhum. Aquilo era terrível.
[...]
Fui para a cama, toquei suas costas, apalpei-a, apalpei-a, acalmei-a, e então ela voltou a chorar:
_ Ah, Hank, eu te amo, amo muito, desculpe, eu sinto tanto, desculpe!
Ela estava realmente indo até o fundo.
Depois de um tempo, parecia ser eu quem estava me divorciando dela”

BUKOWSKI, Charles. Cartas na rua. Porto Alegre: ed. L&PM. p. 89, 2013. 

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