Quando ela o viu pela primeira vez, e pela segunda, e já na terceira, então, o que sentiu foi algo que só muitos meses mais tarde chamaria de amor. Mas ali, naquele primeiro instante, algo sério a invadia. E ela que não deixasse invadir; comovida, ia sentindo que já não podia mais sozinha com a própria vida e que precisava dele de uma forma ou de outra. 

Paulo Bentancur, do conto Um amor, em: A solidão do diabo. Ed. Bertrand Brasil, p.70.

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