Perplexidade
Sempre pensei que quando a gente envelhecesse,
o tempo por fim se condoesse
e parasse de vez de pregar peças.
Agora vem você desavisadamente,
colocar minha oração em desalinho,
desafiar-me a retidão posta às avessas.
Por isso peço aos anjos novamente,
que deem licença para eu errar mais um pouquinho.
Flora Figueiredo, Perplexidade, em: Chão de Vento. Ed. Geração Editorial, p.52.

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