Motim
Estou de saída
e que ninguém me siga.
Quero falar sozinha,
chutar a sombra,
cuspir no prato.
Rasgar a censura,
perverter a seita,
maldizer o gato.
Reduzir a etiqueta a pedacinhos,
desembarcar onde o lugar é descaminho,
esquecer o bicho em extinção.
Sem pedir permissão
quero ficar comigo
e, se for preciso, me ponho de castigo.
Flora Figueiredo, Montin, em: Chão de Vento. Ed.Geração Editorial,p.64.

partilhamos da mesma esperança "manoelês" :)
ResponderExcluirobrigada pela visita - beijos
Sim, amo o Manoel, singelo em sua arte, o que nos traz, realmente, esperanças.
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