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Uma borboleta pousou no corrimão bem ao meu alcance. Prendi-a pelas asas mas tremeu tanto que soltei-a. Saiu voando buleversada como se tivesse ficado cem anos presa. Nos meus dedos, o pó prateado. Tão breve tudo. Prendi assim a alegria, ainda há pouco foi minha mas se debateu tanto que abri os dedos antes que se ferisse, não se pode forçar. Um pouco mais que se aperte e não fica só o pó, mas a a alma.
[Lygia Fagundes Telles]
Belíssimo excerto!!!!!!!! Beijos alados.
ResponderExcluirEsteja sempre à vontade, nesse cantinho em que voo... Beijos! Obrigada pela visita!
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