"Mas quando mais nada subsistisse de um passado remoto, após a morte das criaturas e a destruição das coisas, sozinhos,  mais frágeis porém mais vivos, mais imateriais, mais persistente, mais fiéis,  o odor e o sabor permanecem ainda por muito tempo, como nas almas,  lembrando, aguardando,  esperando, sobre as ruínas de tudo o mais, e suportando sem ceder, em sua gotícula impalpável, o edifício imenso da recordação. "

Marcel Proust in: No caminho de Swann. Ed. Globo, 2006. p. 73

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