"Outra noite, ela olhou fundo nos meus olhos e disse:
  "Eu morro de saudades de você. "
  [...]
Falei que saudade era uma coisa tão trivial, tão corriqueira, e ela respondeu:
  "Mas não a minha. Quando eu digo saudade é saudade mesmo. É uma coisa de fibras e músculos, nervos e vísceras, que vem de muito dentro, que se arranca de uma profundidade que nem eu sabia que existia. É uma coisa tão acachapante, rapaz. Não é uma dessas saudadezinhas de dois tostões que todo mundo têm. Meu negócio é o extremo do extremo. É uma energia que rasga a cortina, desmonta a cena e me leva embora. E pode levar você também. Você entende? Você entende isso? "
Humberto Mariotti in: "Antigamente era janeiro". A Girafa Editora, 2005. Pg.33

Cena do filme: Jane Eyre (2011)

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