Consuelo: _Vai para Bahia sozinho, é?
Omar: _Uhum.
Consuelo: _Sozinho, sozinho? Como é que é o nome da baiana?
Omar: _Não tem baiana, não. Eu vou botar em prática um curso que eu fiz, na casa do Medeiros, do BNDS.
Consuelo: _Ah, quem não faz esse tipo de curso, hoje em dia, está desmoralizado.
Omar: _Maravilhoso! Chama-se "o elogio da preguiça". O trabalho, para mim, Consuelo, é uma indignidade inventada  pelo homem, para fugir do seu destino natural, que é o ócio. Até a palavra é bonita: ócio. Para mim, hoje em dia, a felicidade é o ócio sem culpa e sem tédio.

Do filme: primeiro dia de um ano qualquer. Direção: Domingos de Oliveira.

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